Mentora da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, a inglesa Liz Calder ri ao se lembrar da euforia e do nervosismo da primeira edição, quando os visitantes eram esperados às centenas, mas vieram aos milhares. Calder, que ajudou a fundar a Flip em 2003, diz que continua se impressionando com o crescimento vertiginoso da festa. O público dos debates foi de cerca de 20 mil pessoas no ano passado, contra 6 mil no primeiro ano.
Hoje nestes turbulentos momentos em que a paz e a fé se fazem tão necessários, retornamos os olhares para Maria. Preenchendo-nos com pinturas maravilhosas, ícones de grandes artistas. Maria é a mãe e a mulher perfeita. Nela a concepção de sagrado se faz mais humana. Não só os anjos são despojados de graças, mas também ela uma criatura, um alguém sofrido, com preocupações e dependentes de esperanças, um verdadeiro ser humano, que nos faz questionar sobre as verdadeiras características do que é divino. “Então o homem sofrido, diante de seus dilemas é um ser divino?”. De certo, é, que não é a pureza desta assunta em corpo e alma que atrai a multidão de fiéis, mas tão somente a certeza que nela serão compreendidos em suas preocupações, mesmo infundadas. A final há um fato indiscutível em tudo, o de que Maria é mãe. E mãe é mãe, não?
Sílvio Lôbo