Mentora da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, a inglesa Liz Calder ri ao se lembrar da euforia e do nervosismo da primeira edição, quando os visitantes eram esperados às centenas, mas vieram aos milhares. Calder, que ajudou a fundar a Flip em 2003, diz que continua se impressionando com o crescimento vertiginoso da festa. O público dos debates foi de cerca de 20 mil pessoas no ano passado, contra 6 mil no primeiro ano.
Pediram para eu escrever um poema, então sapequei um:
Na rua onde eu moro tem uma menina feia,
Ela gosta de toddy, café e mingal de aveia,
De tanto passar na minha porta ela até bronzeia,
Se viesse só de noite quem sabe ela branqueia,
Estando a pé, ela para, de cavalo ela apeia,
Bundinha e peito tão grande que desnorteia,
Mas fala da vida e do funk dum jeito que me aperreia,
Canta, dança, e meu Deus, como ela bamboleia,
Dando bola pra todo mundo ela me chateia,
De 'Querido' e 'Principe', ela me nomeia,
Comendo tacaca na tigela ela me nauseia,
Mas com sorriso ela me homenageia
Poema escrito por mim, Sílvio Lôbo, durante a Conferência Estadual de Advogados de Goiás,



