1º Capítulo de Minha Primeira História
Este é o 1º capítulo da primeira história que escrevi. Sei que está imperfeito, e gostaria de conhecer as opiniões atravéz dos comentários…
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Tudo começa como sempre, em uma história desse tipo. Um barulho estranho é ouvido, à noite, em uma parte obscura da casa, por onde a luz da rua não penetra pela janela apesar de ser de vidro, pois há uma árvore bela e frondosa, mas que à noite se torna amedrontadora pelo seu tamanho e pela quantidade de coisas concretas e abstratas, reais e imaginárias, angelicais e diabólicas que podem residir em seus fortes galhos ocos, entre a mesa da cozinha e o poste de luz da rua. Essa parte da casa estava mergulhada na escuridão. Apesar de que naquela noite de verão não havia nuvem alguma no céu, e a lua brilhava intensamente.
Eu acordo, mas com medo, finjo que não… O estranho barulho continua. Toda a casa iluminada, pois todas as janelas eram de vidro, e nenhuma delas tinha algum tipo de barreira que impedisse a chegada da luz, fosse do poste ou da lua, exceto o local da origem do barulho. Pensei que poderia ser um gato, mexendo nas panelas em busca dos restos de comida, que estavam sobre o fogão, pois não tínhamos guardado ao terminar o jantar.
Havíamos tido, naquele dia, uma tarde de muito estudo, até os materiais escolares de minha colega Lana, os de meu primo Caio, e os meus, estavam espalhados sobre a mesa da cozinha. Estávamos cansados demais para arrumar aquilo tudo. Minha avó, que é com quem moro, estava também cansada, pois além de já estar um pouco velha havia trabalhado como jovem, naquele dia, e estava meio doente, até de repouso, mas ela não cumpria. Aí eu disse que organizaria a cozinha, mas acabei não organizando nada, deixei tudo para o outro dia.
E o barulho continuava, ecoava por toda casa e prosseguia noite adentro num espaço de tempo que dava para o gato ter feito umas três refeições e tirar um cochilo entre elas. Além do mais o barulho era de madeira. Aí é claro, já tinha percebido que não era gato nenhum, fiquei com mais medo ainda. E fiquei mais assustado quando ouvi que tudo o que estava sobre a mesa da cozinha caíra, inclusive os cadernos…
Criei um pouco de coragem e resolvi acordar Lana que dormia como uma pedra, contei o motivo do incômodo, e ela que era bem mais corajosa que eu já foi dizendo:
— Decida, trate de dormir, ou vamos lá!
Eu acho que ela ainda estava meio dormindo por dizer uma coisa dessas sem nem pensar no que podia ser. E eu havia refletido tanto só para acordá-la. Mas para não me humilhar, e não ser, por ela, chamado de medroso, caso não fosse, respondi, fingindo uma voz autoritária, auto-suficiente e corajosa:
— Então vamos até lá, ver o que é!
Mas tinha tanto medo que não queria nem pôr o pé no chão, poderia haver algo, em baixo da cama para me pegar… E ela, nossa! Já foi logo me puxando depois de ter pulado da cama, na velocidade da luz. Acho que ela ainda estava naquela de que era um gato.
Ao abrirmos a porta do quarto, que susto eu levei. E ela, nem nada. Foi como se nada tivesse acontecido. Também nada aconteceu realmente. Eu me assustei só porque já estava com medo mesmo, era só meu primo Caio que também havia acordado, e que de medo também ia ao nosso quarto pedir para que o deixássemos dormir lá com a gente. E eu disse, já tendo me recuperado:
— Pode, então vamos dormir!
Tentando escapar, mas ela segurou na minha mão e disse:
— Vamos dormir nada! A gente vai é ver o que é esse barulho!
Prosseguimos até a cozinha, o barulho continuava, e lá disse a Caio, cochichando:
— Acende a luz!
Ele respondeu, também cochichando:
— Eu não. Vai você acender a luz, ora!
Lana sabendo que eu não ia já disse no mais alto dos tons:
— Pode deixar eu vou, e parem de cochichar!
Nós dois imediatamente nos agarramos a ela e dissemos:
— Não, você não, e nós estamos falando baixo é para não acordar a vovó!
Ai ela disse, já num tom mais baixo de voz.
— Mentira, seus medrosos. Vocês vão é borrar as calças de medo só por ficar a dois passos de distância de mim no escuro!
Nós nos soltamos rapidamente dela e num ato telepaticamente combinado balançamos os ombros como se não tivéssemos nem aí e dissemos:
— Então vai!
Como se fosse adiantar, ela já tinha ido, e ao acender a luz, a surpresa… Olhamos todos uns para os outros antes e depois para a mesa. Era um baú que estava pulando sobre a mesa. Ele era todo de madeira e parecia antigo pelo modelo, mas estava em boas condições. Sua fechadura incluindo o cadeado e seus cantos e juntas estavam cobertos de zinabre, o qual ao contrário da madeira já estavam todos enferrujados. Logo pensei em abri-lo, mas e a chave do cadeado? Observei melhor e vi, não estava lá mesmo, e nem tinha um lugar no cadeado para colocá-la caso ela estivesse lá. Caio disse:
— Vamos chamar a vovó!
Mas quando percebemos Lana já estava a tentar abrir aquela coisa enorme e pesada, porém é claro não conseguia. Aproveitei para descontar as vezes que ela tinha me chamado de medroso e a chamei de fraca dizendo:
— Sua fraca até o Luizinho irmão do Caio consegue abrir esse bauzinho aí e você não!
E como é o que ela faz sempre quando eu tento descontar alguma coisa ela simplesmente disse:
— Vem e faz melhor!
Aí já desistindo de tentar sempre descontar, apenas dei minha opinião:
— Vamos chamar a vovó!
E ela:
— Medroso, medroso, está com medo…
Nisso ela continuou com um ponto a mais para ela.
O baú não parava de pular, parecia estar se ajeitando sobre a mesa.
Sorte que enquanto nós discutíamos Caio chamou a vovó e ela foi logo danando comigo:
— Não maltrate a menina, ela é visita, e também dessa vez você não está com a razão. É que só existe uma pessoa que consegue abrir esse baú, e até hoje não descobrimos quem é. Eu mesma já tentei abri-lo há algum tempo e não consegui!
Logo Caio correu em direção ao misterioso baú já tendo acabado o clima de medo e tentou abri-lo. Quando ouvimos vovó gritar apavorada:
— Não! Pois alguns dias, após tentar abrir o baú, vi que tive foi sorte de não tê-lo conseguido abrir… Curiosa pelo fato de não ter chave nem nada tentei pesquisar em fontes bibliográficas únicas e seguras da época, foi difícil, e muito, encontrar algo que me esclarecesse à mente e aliviasse minha curiosidade. E se tudo o que pesquisei não foi em vão, o que está aí, trancado, sem chave, muito bem preso, não deve sair daí!
Acabado normalmente todo o clima de medo, percebi que todos já estavam ficando enjoados daquele assunto e com sono, e mesmo eu que tinha saído parecido com a vovó, ou até com um teor de curiosidade mais acentuado, ou seja, mesmo querendo saber mais, resolvi dar o primeiro passo, e cortando a concentração de todos, que estavam compenetrados observando o bendito, ou maldito baú, sei lá, com umas caras de bobo, os olhos arregalados, como se fossem zumbis, todos molengos de sono, eu acho, de queixo caído, resolvi acordá-los e disse:
— É então vamos dormir! Todos concordam?
Caio já deu um pulo, sacolejou a cabeça e os braços e meio que se fazendo de acordado foi em direção à cama dizendo:
— Ai que sono! Eu já estou indo!
Vovó também saindo do transe deu uma espreguiçada e sem dizer mais nada já foi para cama acabar de dormir seu sono da madrugada que por nós havia sido interrompido. Eu já estava me direcionando à saída da cozinha quando Lana como sempre deu o seu porém, eu já acostumado, nem dei atenção, mas ela insistiu:
— Hei, nós não vamos deixar nossos cadernos e tudo mais no chão, vamos?
Fiz uma cara de sono e disse:
— Só até amanhã!
Ah, mas foi aí que começou a falação, bem que ela tinha razão, eu estava mesmo era com preguiça de catar as coisas. Mas como não tinha outro jeito, reanimei-me e fui arredando o baú, que ocupava quase toda a mesa, para que pudéssemos colocar as coisas caídas, sobre a mesa novamente. Nisso vovó que ainda estava por perto, me olhou de um jeito estranho que me fez pensar que além de assustada ela estivesse com medo de mim. Não entendi por que e continuei arrastando-ô sobre a mesa até que ela disse, começando novamente uma sessão de informações sobre o baú:
— Calma! Calma! Eu devo estar tendo um pesadelo, ou você arrastou o baú?
Respondi simplesmente:
— Não é pesadelo não, eu arrastei sim!
— Não é possível! Eu tive que me acostumar com esse baú na minha casa durante 23 anos, por ele não sair do lugar, mesmo tentando até com alavanca, pois ele não sai por tração humana, a não ser a pessoa que tenha o dom, e consegue abri-lo.
Aí sim, eu fiquei assustado e soltei o baú num golpe só e já pulei lá do outro lado da cozinha. Mas como eu já estava quase o tirando de cima da mesa ele foi caindo por um de seus lados no chão e com o baque o cadeado se abriu, soltando de lá de dentro um baú menor.
Mas do que rápido a vovó me expulsou da cozinha aos berros, eu que não sou bobo nem nada fui direto para minha cama, deitei lá e fique quietinho, e ela foi dizendo, tendo antes soltado um berro eufórico:
— Pode deixar que a Lana pega os cadernos, e não toque mais nesse baú, vamos todos dormir!
Nisso a Lana, que também não é boba nem nada já tinha apanhado todas as coisas e foi também dormir, tentando tirar aquele ar pesado que pairava sobre nossas cabeças disse:
— E vamos todos dormir, pois amanhã teremos mais um duro dia de prova.
Mais como isso poderia ser possível, o único que dormiu, acho que foi o Caio, pois aquele, sabe-se lá, acho que não entende direito, as coisas. Bom para ele que amanhã não vai ficar com sono e olheiras enormes o resto do dia.
Esse foi um dos pensamentos mais simples que rondavam minha cabeça. Entre estes vinha a indagação: “Será que isso seria bom ou ruim? Será que isso seria tão ruim assim?” Ah, mas era tanta coisa: Como pode? Como foi acontecer? Isso estava marcado pra hoje? Por que ele só se moveu hoje? Por que eu? O que o George pensaria disso? (Esqueci de contar, o George era um outro amigo meu, da escola, e também tinha a Tereza, entre outros.) Minha curiosidade era tamanha e isso me deu a difícil missão: Tentar descobrir, por meus meios, o que isso realmente era, como minha avó fez, pois sabia que com ela não precisava contar, era só para eu não tocar no baú e pronto.
Nisso percebi que o baú voltara a se mexer, e adivinhe só, veio implantar-se bem embaixo da minha cama.
Nessas condições o sono já estava tão grande, e percebi que pensar naquilo não me levaria a lugar nenhum. Resolvi tentar dormir e deixar tudo para amanhã. Como acho que todos tinham feito, pois já dormiam.

maio 31st, 2009 at 12:24
Parabéns pelo texto. Muito legal. Gostei das descrições. Não é o meu estilo literário, mas mesmo assim interessantíssimo. A história prendeu minha atenção.
maio 31st, 2009 at 12:28
Nossa ta ficando mt bom!!
Adorei!!
Continua escrenendo q vai ficar excelente!
outubro 16th, 2009 at 21:10
Qro continuar lendo !!!!!