Endlessly “Muse”
Você já assistiu ao filme Crepúsculo, baseado no livro da Stephenie Meyer? Ou então Sete Vidas, estrelado por Will Smith? Ou ainda Watchmen, baseado na obra de Alan Moore?
Se você respondeu sim a qualquer uma dessas perguntas então, mesmo que não saiba você já ouviu pelo menos uma música do Muse! Foram respectivamente “Supermassive Black Hole”, “Take a Bow” e “Feeling Good” que fizeram parte da trilha dos filmes. De qualquer forma lhe convido a conhecer mais sobre essa banda… (Esse clip de “Take a Bow” com cenas de Watchmen ficou muito bom…)
Eu mesmo os conheci no filme Crepúsculo e foram eles que me fizeram ter vontade de baixar a trilha do filme, por causa da “Supermassive Black Hole”, que como já ouvi por aí: Era tudo que um garoto de 17 anos queria ouvir! Idem para a “Stolckholm Syndrome”, poderoso hard rock de riff marcante e veloz com vocal angustiante.
Depois de ter mostrado trilha do filme para uma amiga minha, e ter dito qual era minha preferida ela me disse que já conhecia aquela música. Disse que já havia ido a um Show deles em Brasilia… Eu me senti tão atrasado que resolvi baixar todos os CDs deles, e conhecer mais. Se já estiveram até no Brasil…
Agora que conheci o restante de suas músicas, e vi que Muse não é só “Supermassive Black Hole”, ficaria indignado se você também cometesse o erro de pensar isso.
♦A Banda
Muse é uma banda de rock alternativo britânica, formada em 1994, na escola. Tem um misto de vários gêneros musicais, incluindo rock alternativo, música clássica e eletrônica. Porém seu primeiro álbum de estúdio foi lançado em 1999, chamado Showbiz, seguido de Origin of Symmetry em 2001 e Absolution em 2003. O mais recente é o Black Holes & Revelations de 2006. The Resistance será o nome do novo CD que será lançado em setembro desse ano, e já foi dito que uma das músicas vai se chamar “United States of Eurasia”. É um nome bastante épico,
para uma banda que inclusive tem um nome que pode significar pensar, meditar… (na minha tradução). Agora é torcer pra que venham divulgar o disco aqui no Brasil ano que vem, por que pra esse ano a agenda já está cheia. Só pra esclarecer o termo épico, na música, no rock progressivo, é utilizado para denominar uma composição longa, normalmente acima de 20 minutos, que constrói a forma mais pura e distinta do gênero. Bem próximo das grandes sinfonias. Geralmente os épicos são divididos em partes distintas, em tempo, escala, instrumentos, e sonoridade, porém conexas pelo estilo. Como por exemplo, as músicas de um CD que juntas contam uma história. O que reforça o estilo dessa banda de banda de rock que não esquece a música clássica.
♦Os Prêmios
Como toda boa banda que se preze Muse já conquistou vários títulos, aqui vou citar apenas os mais atuais. Por exemplo, dia 25 de janeiro desse ano Muse levou pra casa 3 prêmios da NME. Eles estavam indicados para 5 categorias, e levaram o prêmio de “melhor banda ao vivo”, e com o DVD HAARP “melhor arte de álbum” e Matt Bellamy ficou com o prêmio de “mais sexy” (bem vê-se que o padrão de beleza, lá é bastante diferente). A cerca das outras duas categorias em que concorria o prêmio de “melhor DVD” foi para o Arctic Monkeys, e o de “melhor banda britânica” ficou com a banda Oasis (a qual comentarei num próximo post). A título de esclarecimento (e eu adoro esclarecer), a tal NME, sigla de New Musical Express, pra quem não sabe, é uma revista britânica de música, muito conceituada, que é publicada semanalmente desde Março de 1952. [Que, aliás, numa das músicas de Franz Ferdinand, (que foi o tema do meu último post sobre música) eles dizem: “Quero parar na NME”. Antes de saber o que era NME eu não havia entendido nada.]
Como demonstração da importância de Muse eles acabaram sendo convidados e irão abrir a turnê do U2 chamada 360°, que iniciará dia 30 de Junho e acabará em setembro desse ano. Uma provável música a ser tocada é “Invincible”.
♦Os Integrantes
→Matthew James Bellamy nasceu em 9 de Junho de 1978 em Cambridge, Inglaterra, e é o vocalista e guitarrista da banda. Um fato curioso é que ele tem as cordas vocais anormalmente pequenas. Bellamy é também conhecido pelo seu talento de tocar piano e teclados electrónicos, em muitas das músicas que tocam. O seu interesse pela música apareceu desde muito cedo, talvez pelo fato do seu pai se ter integrado numa banda, chamada “The Tornados”. Aos 10 anos Matt começou a aprender piano, mas a sua falta de vontade de seguir os cursos convencionais fez com que começasse a tocar “de ouvido”. Um pouco mais tarde veio o interesse pela guitarra, instrumento que aprendeu de maneira autodidata com o objetivo de exteriorizar as tensões do dia a dia. O estilo único do piano de Bellamy foi inspirado pelo trabalho de pianistas românticos, tais como Sergei Rachmaninoff, e ele foi o culminar de uma fusão de um estilo romântico com o estilo rock, como podemos constatar em muitas das músicas de Muse, tais como “Butterflies and Hurricanes”.
→Christopher Tony Wolstenholme é de 2 de dezembro de 1978, Inglaterra. Antes tacava bateria numa banda de garagem, pouco depois de formarem a Muse decidiu virar baixista da banda. Mesmo nunca tendo tocado um baixo, Chris é hoje olhado como baixista de auge na indústria musical. Chris já quebrou o pulso em uma partida de futebol americano em 2004, durante um jogo de futebol, então no show Morgan Nicholls tocou baixo no seu lugar. Chris se ocupou em tocar algumas partes no teclado, fazer a segunda voz e jogar balões de água no público.
→Dominic James Howard de Stockport, Reino Unido, 7 de Dezembro de 1977 é o baterista da banda. Dominic inspira-se em bateristas como Stewart Copeland, Dave Grohl e Buddy Rich. Disse Dominic: “Primeiramente o Muse se chamava Gothic Plague, mais tarde Rocket Baby Dolls, mas todas estas bandas tinham nomes de bandas metaleiras, e todas tocavam pop sem valor!” Em 2004 o seu pai Bill, tendo sido o seu maior fã, foi ver um concerto deles no Glastonbury. Após o concerto, o pai do baterista morreu de ataque cardíaco. Isto fez com que a banda cancelasse vários shows. E só após Dominic se recuperar prosseguiram com a turnê.
Apenas para não terminar o post com esse ar fúnebre vou indicar outra música que não podia deixar de ser ouvida… “Starlight” (Se é que eles tem alguma que seja dispensável). Outra que eu não coloco aqui só pra não ficar mais comprdio é a “Knights of Cydonia“, que também é ótima…

junho 4th, 2009 at 13:58
Muito bom post, para kem nao conhece é mt util!
Sem duvida uma grande banda, e la estarei em novembro a assistir ao concerto!
junho 4th, 2009 at 21:57
É iss aí, minha forma de homenagear quem VCs já tanto conhecem…
Hehe… Ah o concerto… Torcer pra até lá dar pra eu ir tb…
junho 5th, 2009 at 15:56
Oi! Eu sou lá do fórum do Muse Brasil. Vi a galera falando do seu artigo e resolvi ler. Pra ser sincera, não li tudo, porque sou preguiçosa, mas gostei do empenho! Vc tá melhor do que eu ^^. E pode acreditar: vc não vai se arrepender de colocar Muse na sua vida!
PS: Não sei se você já ouviu isso, mas as musas na literatura clássica grega eram invocadas pelos autores para que os inspirassem para que eles conseguissem compor seus textos. Ou seja, o nome Muse pra essa banda foi simplesmente perfeito: demonstra o lado clássico do som da banda e ainda o lado da inspiração, ja que essa banda, além de inspirada, é inspiradora. Além disso, os texto clássicos em sua maioria eram épicos então, eles não poderiam ter escolhido nome melhor! Vc não acha?
Parábens pelo seu texto! Digno de orgulho!
junho 5th, 2009 at 18:21
Muito obrigado .dame.!
…Seu comentário completou o que eu não disse claramente no texto…
…Não só o nome, mas tb todo o conjunto da obra é perfeito…
E quando vc disse: “Vc tá melhor do que eu ^^.” é por que vc tb tem um blog? Se for me manda o link, que eu quero visitar…
Até lá…
junho 5th, 2009 at 19:55
uhuuulllll muse forever \o/
o show deles aki em Brasília foi demais. foi uma das melhores coisas q eu ja fiz na vida.
bejuusss gustavo.
junho 7th, 2009 at 8:28
Eu estava pensando com os meus botões ontem… Acho que melhor do que dizer que eu “completei” o seu texto seria dizer que eu “suplementei” ele, no sentido que a gente usa na Letras. Para nós, “completar” significa acrescentar algo que falta a um texto anterior, já “suplementar” a gente usa no sentido de acrescentar algo novo a um texto já completo. Por isso acho que este termo é mais adequado aqui.
junho 7th, 2009 at 16:08
Ok!!!
Perfeito! …e sempre que achar oportunidades continue suplementando…
junho 8th, 2009 at 1:05
Ahá! Uma das minhas bandas preferidas, que prazer encontrar um post sobre eles!
Ultimamente eu tenho pirado com a Knights of Cydonia e sua mistura de música mexicana/faroeste com um rock poderoso. Outras que adoro são Butterflies and Hurricanes, Bliss, Hysteria, New-Born e mais uma pá delas. Eles pra mim são uma das melhores bandas inglesas contemporãneas.
E não vejo a hora de sair o novo álbum! xD
junho 8th, 2009 at 1:16
Poisé, estamos aí esperando ansiosos tb
Acho que nesse novo álbum não vai ter uma só música que seja ruim…
junho 16th, 2009 at 19:24
Parabens…Texto bem conseguido e uma pesquisa muito boa. Contém tudo aquilo que uma pessoa que não conheça muse fique a conhecer e, em virtude de intercalares musicas com o texto, a adorar muse…como não podia deixar de ser.
Eu já acompanho muse há alguns anos desde o “origin of symmetry” e posso dizer que cada vez mais esta banda me cativa. São sem dúvida unicos e inigualáveis.
Força aí..bom trabalho
junho 17th, 2009 at 16:27
Muse é muito bom cara.Já conheço faz um tempão.
junho 18th, 2009 at 10:23
Muse de fato é muitooooooooo bom!
Adoro os caras ^^
Ta de parabéns pelo post!
Beijos Verdes!
junho 19th, 2009 at 9:57
Fla galera
, poooooo achei esse post e fiquei maravilhado com o empenho e pela veracidade dos fatos
, adoro ler e ouvir muse, afinal são 5 anos ouvindo MUSE e associando minha vida e acontecimentos na mesma a letras da banda
.
Fora o fato do Matt ter o mesmo “problema” que eu: ter um ‘ID suspenso’ fazendo com que o torne mais complexo ainda ^^.
Valew galera, ÓTIMO POST
(Y)
junho 19th, 2009 at 10:48
Pior que esse negocio de “ouvindo MUSE e associando minha vida e acontecimentos na mesma a letras da banda” acontece mesmo… Tem certas músicas que agente sempre lembra quando acontece alguma coisa, ou quando acontece alguma coisa agente lembra da música…
É as músicas do Muse tem um forte em se tornar a trilha sonora de nossa vida!!!
Obrigado, e até mais…
agosto 2nd, 2009 at 4:28
Essa banda salvou minha vida. Eu ouço eles desde mais ou menos 2005 e sempre sonhei em encontrar com eles. Os integrantes da banda são pessoas muito especiais, são pessoas extremamente talentosas, são carinhosos com os fãs, não são rudes como algumas outras bandas. Essa banda tem a melhor performance da atualidade, não é qualquer pessoa que consegue chegar a esse posto. No show que eles fizeram no Wembley Stadium, eles conseguiram esgotar todos os ingressos, sendo a primeira banda a fazer isso. Não havia mais maneiras de colocar pessoas dentro do estádio de tão cheio que estava. Eles sempre conseguem lotar os locais aonde quer que façam shows. E a superação da morte do pai do Dominic foi algo importante para a banda. Perder um pai não é coisa fácil, e essa perda refletiu no trabalho da banda. E refletiu de uma forma que fez a banda evoluir. Eu sou grata ao Muse pois essa banda me ajudou a passar por momentos difíceis. No dia da minha formatura da 8ª série, quando eu passei de ano, eu comecei a cantar “Feeling Good” porque essa música definitivamente reflete meus melhores momentos.