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Documentário: O Mistério do Escoteiro Marcus Aurelius
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Link: (8) Documentário do mistério do escoteiro Marco Aurélio (PlayPlus 2024) - YouTube

 

[Música] desaparecido, né, meu pai sempre falava, tem 50% de chance dele estar aqui, então eu vou lutar pelos 50%, ele tá vivo, essa foi a maior busca que já foi feita no Brasil por alguém, aí ele falou assim, o que você acha de descer na frente, eu falei assim, eu acho que não tá certo, o Ju falou assim, quem tem que descer na frente sou eu, né, o Juan era um escoteiro diferente dos outros escoteiros, muita gente achava ele culpado, achavam que rolou algum crime, chegaram até a dizer que ele era pedófilo, é, eu fui torturado pela Polícia Civil, eles falavam pra mim, eu quero que você me diga onde tá o corpo do Marco, eu falava, eu não sei, aí tomei um choque na parte íntima, no dedo, eu moro aqui há 54, 55 anos, eu ainda tô aqui, porque quem sabe um dia a campanha do anel, eu apareça e seja [ Música] a mulher mais incrível que eu conheci na vida, uma companheira exemplar há 51 anos que a gente tá junto eu me apaixonei pela Nelma, sabe, à primeira vista ela não me deu a mínima, a Dona Mari desce escada hoje que eu terminei o curso, não, vou pegar o elevador, no dia seguinte a Mari desce pelo elevador, não, eu vou descer pela escada quando eu falei, vamos casar ela falou tudo bem, 'porque eu talvez não possa ter filhos no futuro, eu falei meuma, se a gente não puder ter filhos, a gente adota e são pais e mães adotivos, isso que cuida das crianças, eu sou a irmã mais velha de cinco irmãos, sou a Adriana, e depois de mim veio o Fábio, depois os meus irmãos gêmeos, o Marcus Antony, o Marcus Aurelius e depois veio a Patrícia, até isso o médico achou que era uma, eles são gêmeos, eu nasci em 1950 em 16 de janeiro e quando o médico me tirou foi uma cesariana, né, ele tirou a placenta, as coisas e jogou fora, quando ele viu alguma coisa que estava se mexendo, e era o Marco Aurélio, imina de 1 kg, 940 G, mais 100, mais ou menos, a gente nasceu de 6 meses e meio, ele tinha uma dedicação incrível, eu acho que a força dele foi passada para os filhos, a minha mãe era quem a minha mãe era station wagon pra começar, então minha mãe, então onde ela chegava, aniversário, onde ela chegava, a gente já chamava atenção, eu tenho só as melhores lembranças de tudo que ele passou para mim, imagina cinco irmãos, pai, mãe, avó também que morava na casa, então e dois banheiros, todo mundo querendo tomar banho, sabe, a gente sempre fez atividade junto, na hora da escola, pra estudar, a gente sentava na mesma mesa pra Adriana ajudar a dar suporte, a inteligência do Fábio pra Patrícia querida família o Marco Antônio chorava por tudo, o Marco Aurelius perigoso pra caramba, ele foi pra Barbaridade, o meu irmão precisou passar por uma série de cirurgias por causa de problemas, a minha mãe ficou internada na Santa Casa por um tempo por causa disso e não conseguia entrar no quarto, ela ficou 37 dias na Santa CR, a casa da minha mãe Eu perguntei pra ela, ela me levou de ônibus e ela falou, ela tá naquela janelinha, a nossa certidão de nascimento tá aqui, o Marcus Aurelius nasceu em 16 de janeiro de 1970 às 16:51. Nunca esqueço a era 16:50, eu sempre brincava que eu era um minuto mais velha e sempre muito engraçado porque eles sempre gostavam de fazer muitas brincadeiras, né, o quanto eles parecidos, tanto na escola quanto no escotismo, eles se vestiam igual, então entrava um pela porta e em um instante saía outro, eu tirava meus óculos e a gente fazia uma espécie de teatro e quem não sabia que eles eram gêmeos não entendia como um entrava pela porta e o outro por outra, essa questão de compartilhar sentimentos, compartilhar emoções, né, que dizem que acontece muito entre geminianos e entre nós aconteceu, eu estava atrás de mim e Tinha alguns objetos na carteira e aí o Marcus Aurelius pegava um objeto, eu tinha que adivinhar qual era e vice-versa e a gente acertava quase tudo, mas um dia eu não sei explicar, eu não senti nada, nada, nada, quem sentiu foi a minha mãe, era o dia das mães, dia 8 de junho e a gente tinha ido Nelma, Fábio Triana, Marco Antônio e eu passar o fim de semana lá, chegamos no sábado, a nma falou assim: Evo, a gente tem que ir, tem algo errado e minha mãe começou a ligar para todo mundo para saber se tinha alguma notícia, né, dos escoteiros e as pessoas falavam não, a Nelma: Não se preocupa, eles voltam só amanhã, só domingo no dia seguinte domingo, que era o dia de retorno da turma e eu vim achar aqui mais ou menos umas 5 da tarde, umas 6 da tarde, umas 7 da noite, umas 9 da noite, nenhuma ligação às 8 minutos para as 11 da noite, o telefone tocou, aqui minha mãe falou que foi ela que atendeu a ligação, mas na verdade quem atendeu a ligação foi o Che Ju e el falou, Adriana eu preciso falar com o seu pai, a gente não vai hoje porque ele sumiu ontem nesta casa, eu falava Juan, que dormiu aqui no dia em que viajamos, eu falava Juan, não vai pro mar sem guia, ele não precisa de guia na viagem [Música] Mariz, o Juan era um escoteiro, diferente de outros escoteiros, ele era muito desafiador, era muito autoritário e as pessoas gostavam dele [Música], escoteiro, isso é muito parecido com treinamento militar porque a gente fazia curso de sobrevivência com o corpo de bombeiros, treinado militarmente, escotismo significa muito na nossa vida, um ambiente exigente um monte de problema físico, não que eu fui deixado de lado, pelo contrário, o escotismo me abraçou porque a gente nasceu prematuro e também nascimento de gêmeos e eu tive paralisia cerebral, eles colocavam um colete, um suporte aqui, um no pescoço e atrás era uma haste de aço que ligava os dois anéis para que ele tivesse a cabeça assim e eu tive que fazer cirurgia até que assim que eu coloquei esse pé no chão eu andei na ponta do pé ele era muito importante o Marco Antônio se libertava ele puxava a perna dele e cansado o Juan sempre virava pra mim e falava Marco Antônio essa vez você não conseguiu mas você vai conseguir e o dia que eu peguei a picareta faz parte de um teste que o escoteiro precisava passar periodicamente pra receber um distintivo de especialidade mais especial ele tinha ele era mais competente que os outros Outubro de 84 ele cumpriu satisfatoriamente todas as provas regulamentares então eu digo, ele passou pela fase de treinamento e atividades isso vai fechar a admissão dele como Sênior Escoteiro aquela foi a primeira vez que ele fez uma viagem sozinho sem o irmão e somente na idade que o Marcus Aurelius sumiu que foi a primeira vez que eles iriam estudar na escola se eles fizeram escotismo primeiro separados andando pra direita eu fiz cirurgia não consegui me esforçar foi uma noite muito tranquila aqui do mar ele acordou cedo ele era muito orçamento trato eu fui levá-los pro metrô E aí foi que eu me despedi do Aurélio do barco, dei um abraço nele assim, aquele abraço e me veio um pensamento que eu nunca mais veria [Música] você me representa, a formação, o caráter, a dignidade de um homem, eu fui escoteiro em 82 também, sabe, e conheci o Marco Aurélio, o Marco Antônio Depois conheci o Sr. Ivo porque ele já era chefe, o Marco Antônio era meu chefe de patrulha, né, a Patrulha Leões e aí o Marco, ele era muito exigente e pra gente foi muito bom porque ele tinha conhecimento, não é, ele era muito dedicado em tudo que ele fazia, muito dedicado, mesmo com problema visual, mas ele se saía bem, esse acampamento foi agendado um ano antes, ele ia com a tropa inteira umas 100 pessoas desistiram, desistiram, sobraram só quatro sênior, eu salvei o Ramati e o Marco [Música] Aurélio mais na viagem, né, porque o Pico dos Marins, né, é um pico diferente, é exatamente de São Paulo, Rio e Minas, chegamos no local e tivemos essa reunião com o Juan, o Juan continuou a fazer o trabalho e dividiu o grupo e eu e o Marco, ficamos responsáveis por montar as barracas, e o Ramatis fez outra coisa, entrando na noite, o Chefe nos chamou e disse: "Vamos fazer uma fogueira no chão, podemos conversar e organizar a escalada do Pico dos Marins, né, que no dia seguinte, começou a cair noite, então muito frio, o cozinheiro foi para casa porque tinha uma casa lá de um senhor chamado Sr. Afonso, né, e ele tinha combinado que ele ia subir junto, então ele disse, não precisa, ele falou, mas é perigoso e aqui e tudo que você pode imaginar, você vai encontrar ele lá, o Afonso disse o seguinte, tem uma seita, tráfico de drogas, também do lado de Minas, mas pode ser que você encontre também algum ser de outro planeta, é o que ele falava, né, porque tinha um portal lá, ele falava desse Portal, alguém falava que se não existisse ele falou o cara velho tá maluco, posso te dizer algo que aconteceu assim, durante a noite, de madrugada, difícil pra mim dormir, né, e acabei vendo assim, vendo algumas sombras passando para outra, essas sombras, eu vi o tempo de TR e uma das vezes eu consegui abrir o zíper da barraca e saí assim, eu falei assim, será que tem alguma coisa, né, e tinha um facão do lado, peguei ele, me diga se tem alguém aqui que quer nos fazer mal, mas eu acabei encontrando um ser que eu nunca tinha visto na vida, ele me olhou e eu vi, aí ele foi embora, foi embora e eu gritei e aí todo mundo ficou apreensivo, aí o Ju acordou, falou assim, falou assim, tem alguns relatos assim, mas isso aqui não existe, ele falou que era alguma coisa na minha, ele falou que tinha ouvido os comentários da esposa do Sr. Afonso que ele tinha compromisso a fazer, como o grupo que ia passar, ele falou não, pelo contrário, eu até preparei um lanche para o Afonso fazer essa viagem com vocês, o motorista da Kombi tem que levar vocês até a base do Pico dos Marins, esse motorista aceitou a sugestão de apresentar o grupo ao Sr. Afonso, que serviria de guia na escalada do Pico dos Marins, logo ele disse Vai junto, vai, caso ele falou tudo bem, eu aceito com prazer, no dia da viagem, fomos muito cedo, lembro que estava muito ventoso naquele dia, mas ensolarado para chegar lá por volta das 11:30 da manhã, durante a viagem, subimos o Pico dos Marins, todos nós vimos, então não só eu, todos nós vimos, um homem alto de chapéu todo vestido de preto descendo e ele desceu e disse "Não subam, é muito perigoso, muito perigoso, lá em cima, não subam, voltem, peçam pra gente voltar e fou louco, vamos lá subir quando a gente olhou pra trás não vi mais nada, então ele salvou, ele sumiu [Música] o grupo Chegou ao local onde fica a Cruz de Ferro, o escoteiro Marco Aurelius se perdeu do grupo, usando seu apito e foi localizado pelo chefe Juan, cerca de 3 horas de caminhada, mais ou menos, eu sei que quando a gente loga quando a gente passa do Morro do Careca a gente pega um caminho bom, muito estreito, gravetos e também tinha direito, né, de ver se o chão não tava mole, se não tinha buraco naquele dia o Juan passou, o Marco passou, eu passei, eu caí, me tiraram do buraco eu perguntei pro homem, né, eu falei assim, chefe, eu não tô machucado, né, aí ele falou: Ah, é o frescor, eu falei, então vamos subir, aí ele viu que eu não tava com a perna, né, ele falou, ah, a gente vai ter que descer contigo, foi improvisado um maca para poder te transportar, com certeza o Juan tentou me carregar no ombro, mas ele não conseguiu por causa do peso da lesão, RZ curto, ele não tinha condição física para isso, o Marco Aurélio era fraquinho e baixo, ele foi deixado para os que foram deixados pra mim, aí o Marco falou assim, não, e você já achou que ia descer na frente, aí o Juan falou sim, é melhor você descer na frente, aí eu falei que ele não precisava, eu falei assim, eu acho que não tá certo, ele falou assim, quem tem que pensar que sou eu, não você, e mandou o Marco aur na frente que ele era muito apegado com a nossa família, toda a família dele muito apegada, Uau, nem passou pela cabeça dele, que eu ia fazer do mar um herói, não só no escotismo, em qualquer grupo, você nunca separa um elemento do grupo pra gente no escotismo, o chefe Juan era tipo um super-herói, o Juan pode ter tomado essa atitude pensando que ele já estava perto da base e que isso de alguma forma traria ao Marco Aurélio o mérito de dizer que ele foi quem ativou o socorro, para chegar na base, eu entendo que não houve maldade, que o Ju não cometeu maldade, eu entendo que o Juan parou de seguir, que ele cometeu um erro e esse erro foi muito necessário, para marcar o rastro, quando o Ramatis ofereceu, eu não posso fazer isso com você, não tem prática, Marira falou, não, eu posso fazer a parte mais adiantada de todos, que é tipo a gente fez a sopa, então vamos abrir a sopa pelo menos você come antes porque não é justo, né, eu não tô com fome, falei não, mas não é justo, né, não, não, pra mas para ele que ia descer na frente, aí o Juão falou não, e ninguém vai comer, então eu falei, bom, ele vai descer na frente, ninguém vai comer e depois cada um deu alguma coisa para ele, né, a gente deu a faca que eu tinha, né, e eu troquei com ele, né, chapéu e um deu um pedaço de jornal, alguém deu phossolo, então a coisa certa a fazer é o seguinte Dee na frente os três não mais que isso e soprou o apito e marcou de giz, ele foi, na frente ele foi para a esquerda, eu comecei pela esquerda também seguindo porque grama, eu falei não, então eu não vou subir aqui, eu vou fazer um desvio, vou para a direita, desvio e aí eu volto, porque o Pico dos Marinos tem uma coisa interessante lá, você não se perde, você chega lá só pela esquerda, que é a esquerda que é uma, quando o Osvaldo já estava recuperado da dor no joio, ele já andava sem a ajuda dos outros, o grupo ainda visualizava o Marco Aurelio andando na frente, o chefe Juan não chamou ele para se juntar a apitagem do grupo do TR o Marco respondeu e aí ele finalmente não reagiu mais, nós não ouvimos mais o apito e aí chegamos num local onde tem um portal, né, aí foi para a gente gostar de ir para um onde, quando então o Juan falou, vamos dar a volta nessa pedra, a bússola não funcionava mais, a gente não entendia por que a bússola não funcionava mais e aí caiu a noite, caiu a noite, ficou frio, ficou muito fundo, mas muito intenso, até abaixo de zero, fomos de cara e com coragem seguimos e quando seguimos, estávamos sozinhos, nós três, aí ele voltou, uns 8 minutos, 7 minutos, ele falou que foi procurar o Marco, ficamos ao lado de uma cachoeira, famintos pra caramba, tinha lanterna, mas ela começou a falhar, então ele desligou, ele falou assim, aqui agora essa é a lei da vida, né, todo mundo começou a dar ajuda, aí eu vi uma força que não tinha, e desci, desci, rolava, desespero, desespero, desespero, gritava pelo amor de Deus, eu vou morrer, eu vou morrer, tudo isso, eu vou morrer, e quando descemos lá, sabe, no dia seguinte nos arrastamos todos sem nenhuma condição nenhuma conseguimos chegar numa casa e quando abriu a porta pingava na minha cabeça, nós atacamos a propriedade dele ele não sabia quem era até então ele achava que a gente era ladrão de gado E aí o Juan falou o que aconteceu ele falou que vocês andaram 6 km a mais ali pra [ Música] frente meu nome Maria osciladora Pinto da Silva eu sou de Piquete nasci em Piquete e tenho essa propriedade há 48 anos meu marido Marton ela comprou há 48 anos do Sr. Afonso mas aí parece que ele se arrependeu, ele veio e nos perguntou se ele poderia morar lá de novo que ele gostava muito dali e a gente sempre vinha com as crianças passar o final de semana e a gente via a barraca aqui, ó na curva aqui que vai para a casa da Dona Maria, mas não tinha a árvore, tinha a Hortência, igual hoje, né, e o Afonso falou que era do escoteiro que tinha subido a pedra, então nós andamos 6 km, 6 km de Chão Batida até a gente chegar no acampamento do Sr. [Música] Afonso, quando a gente chegou no acampamento, o acampamento estava todo entregue com as coisas, tinha umas coisas entregues lá e a Marg não estava lá [Música] e a gente viu que alguma coisa realmente tinha acontecido ali [Música] e aí a gente soube do desaparecimento do Marco Aurelio, se Afonso, que falou comigo, que falou da dor da gente, lá, ah, um garoto novo apareceu, então todo mundo se preocupou com ele, pra eles eles vão dar muita atenção porque ele é rico, eu ainda perguntei, falei, Senhor, vai na polícia, Senhor vai em Piquete ele falou não, eu vou esperar, ele não quis chamar ninguém, não, ele ainda gritou pra mim, lá ele falou, você vai pegar água pra gente fazer alguma coisa pra comer, quando eu cheguei em casa pra pegar água pra gente fazer alguma coisa pra comer, porque durante dois dias quase sem comer, sabe, você está numa situação, né, aí o Senhor Afonso falou o seguinte, ah, eh, o filho dele está ali, né, quando eu entrei na casa eu vi que o filho dele pegou, eu não sei se era um facão, foi o que ele pegou e ficou olhando a minha cara, eu lembro que ele gritou muito, ele ficou preso em algum lugar no quarto e aqui ele me deixou com medo, ele falou que ia deixar amarrado em algum lugar lá à noite, por volta das 10:30 11 da noite que era onde tinha a porta e eu escutei um grito de socorro, socorro, socorro e chovia muito e uma luz enorme, aí eu falei, chefe, é o Marco, aí ele pegou S, correu na chuva e ru foi para o meio da mata e sumiu, ficou umas 3, 4 horas ele ficou, era a voz do Marco Socorro, socorro, socorro e o apito e gritando, Socorro, entendendo que eu já gritava, mas tudo bem o Sr. Afonso negou ele falou que não ouviu que achei estranho foi 8 minutos para as 11 da noite o telefone aqui o Ivo a gente não vai hoje porque ele sumiu ontem e eu lembro naquele momento que o Pai um pouco chão, né, e porque ele contou pra gente, o Marco Aurélio [Música] sumiu, a pergunta se ele tinha avisado a polícia, ele falou não, eu ainda falei pra ele assim, meu pai, meu pai era policial, ele sempre ensinou tudo que acontecia Você tem que avisar a polícia, aí ele falou, seu pai não sabe nada e em pouco tempo eu vi meu pai se barbeando e vi meu pai conversando novamente com a minha mãe e quando eu vi eu acordei meu pai se cortou porque se barbeou foi muito triste mas aí o pai voltou com ele já pediu para chamar o meu tio para chamar outros escoteiros porque a primeira coisa que o Papai fez Foi assim, a gente tem que ir pra lá, a Nema estava em estado de choque, de desespero, de desespero, porque a nossa luta para salvar essas crianças é muito grande, eu só sei que naquela noite o meu pai chamou o irmão dele e eles foram para lá, foram por meses e aí minha mãe, o nosso desespero era buscar todas as fontes possíveis, helicóptero, polícia, exército, carro, tudo para poder achar o nosso Marco Orélio, eu sei que cada dia que passava a situação piorava [Música] Marc Orel chegou na segunda-feira através do comandante da polícia da cidade de Piquete a busca começou na terça-feira o desaparecimento do marho aconteceu no sábado por volta das 14:30 e foi na terça-feira que nós conseguimos mobilizar pessoal para chegar aqui na serra mais de 300 homens, viaturas e helicópteros a busca durou 28 dias sem interrupção foram feitas varreduras em serra, que como um guarda-chuva de cima para baixo, do espaço para o espaço, eles praticamente limparam a serra, da Polícia Militar, cerca de 30 policiais militares participaram, eu coordenei a parte da Polícia Militar, porque no corpo de bombeiros, tinha o Major acompanhando toda a busca, o Major Edmundo Zarbos tinha pessoal do exército, tinha alguns voluntários e tinha muitos matutos aqui na região, no total de pessoas procurando o Marco Aurélio, eu vi umas 300 pessoas, o desaparecimento do marho aconteceu em 8 de junho de 1985, e aqui estava muito frio, chegou, assim, 15:30, 16 horas, tudo escureceu, tudo fechou, então nós tínhamos medo de que a gente recolhesse o pessoal e descesse cedo, o Ju acompanhava o pessoal do corpo de bombeiros, el, acompanhava o pessoal do corpo de bombeiros, Jor, arbos, ele só respondia o que a gente perguntava e a única coisa diferente que foi feita com o Juan, chamamos um psicoterapeuta e fizemos uma sessão de hipnose, ele não lembrava de mais nada, só quando o Marco sumiu, ele batia a cabeça Oficialmente, como subsidiária na investigação, o Juan foi entrevistado por psicólogo que, no final, disse que o Juan tinha mentalidade de 15 anos, agressivo, não aceita sexo Em vez disso, voltei para São Paulo, voltei, fui para o hospital, vi que eu tinha uma ruptura, né, então tive que infiltrar meu joelho C dias depois do acidente, né, foi bem no começo, eu estava na sacada, sentado lá, eu estava com a perna estendida e chegaram dois da Civil, né, vieram aqui, eu tenho a chave, peguei, abri, joguei a mala na cabeça e joguei o carro e saí Quando chegamos na delegacia, vi que o Juan estava num tambor fechado com água até aqui com a cabeça para fora e me colocaram na delegacia e quando eu cheguei lá ram iniati sone Dr isídio [Música] e o Major Edmund Sab sentados à mesa do Chefe do Corpo de Bombeiros E aí eu soube que imediatamente ele me deu um tapa na cara eu quero que você me diga onde está o corpo do Marco, eu disse que não sei, não existe corpo porque eu não vou acusar alguém nem eu vou fazer sem prova, mas aí V, né, veio a tortura, né, então tomei um choque, entendi muitos choques, n parte íntima no dedo, entendeu, eu apaguei duas vezes e jogaram água fria em mim, entendeu, teve muita conversa, muita solicitação para que ele lembrasse de alguma coisa, mesmo assim, não teve momento de tortura, não foi assim, se eu soubesse que eles viram que não conseguiam nada comigo, eles me entregaram para o exército, aí o tenente frio, que esse me torturou também, esse me torturou, me torturou e o Juan, né, e amarrado, o Juan subiu de helicóptero e nós subimos para cima, eu estava algemado no helicóptero aqui, né, helicóptero do exército, o tenente, fingindo que eles foram baixos lá, então com helicóptero do exército para mostrar onde estava o corpo do Marco, eu disse que não ia falar porque não, não, não tem, eu não confesso porque claramente eu não fiz, mas se torturaram eles mesmos, eles até ventilaram no livro distribuído depois que o Major Zar Bosque colocou o revólver na cabeça do Juan, os bombeiros não usam revólver como é que o major colocou o revólver na cabeça do, não tem nada, não tem nada disso, só lembro que a minha casa ficou com a porta aberta, foi a entrada, o lado, o jornalista, o telefone tocava o tempo todo, que a gente começou a receber um monte de ligação com a publicidade e um monte de ligação de brincadeira, um monte de ligação de trote, um monte de tia minha voltava para casa e elas tinham caderninho que anotavam tudo e aí tive a ideia que na época o telefone era fixo, eu fiz uma ligação do telefone fixo para dentro do gravador de rádio e a gente começou a gravar as ligações porque dependendo do caso, a gente entregava essas gravações para a polícia [Música] eu continuei fazendo dobramento de cartazes em casa porque a gente fazia ao vivo, eu mandava tudo pelo correio, então era dobramento, etiquetagem, envio, virou uma coisa muito corrida para a gente, então automática que na hora que a gente tem sentimento, mas tem a parte prática do que a gente pode fazer, né, para ajudar em tudo isso e cada vez que a gente fazia campanha, a gente fugia, eu lembro assim, de ver, né, esse Marcus Aurelius, Marcus Aurelius, porque a gente achou que já tinha [Música] acontecido, a gente continuou a busca por 15 dias até que o pessoal disse que não podia mais procurar aqui e que era para encerrar a busca e nós o fizemos, muito, muito triste por saber que uma criança sabia que tinha uma criança perdida na mata e a gente não conseguia encontrar muito, muito frustrante, a partida, a satisfação porque a gente fez tudo infelizmente a gente não conseguiu encontrar, após o término da busca, eu comecei a pensar e agora eu peguei o caso Claro, eu analisei e tentei fazer todos os passos que eu achei importante, e inclusive foi pedido pelo Ministério Público, como a reconstituição do local, do rastro que o Marco Aurélio teria feito, nós chamamos, né, o Juan e o escoteiro e pela Polícia Civil, só eu, que subiu para cima, eu estava na base por duas oportunidades, para dar sequência à reconstituição e a Dona Maria, ela chegou a mandar um recado pra gente, Ah, eu fui pescar e a vara enroscou no chão e saiu com cheiro de podre, a gente foi coletar material, não achou nada, achamos o que é esse motorista e eu conversei com o motorista antes disso combinar comigo, o irmão gêmeo do Marco Aurélio, o Marco Antônio me pediu para entrar no quarto e quando eu pedi a benedição dele ele ficou meio chateado porque ele falou que essa eu dei uma carona de ônibus para ele então ele não sabia que o Marco Antônio ia, ninguém sabia exceto Ivonya e eu tenho certeza que ele realmente deu uma carona ao Marco aam investigação tem muitos videntes que moravam em casa dormiam na casa do pai levava o carro de manhãzinha, ia pra serra os videntes falavam assim olha me leva até lá e eu te mostro o ponto exato onde ele está e não vinha nada disso aí veio a ideia do ufólogo, né, ele passou no meio de duas petras, essa daí pra gente representa um portal que talvez ele tenha ido pra outra dimensão, não, você pode me provar, eles não discutiram, eles até tentaram sequestrar, minha mãe chegou a devolver lá pra pagar com a polícia, pra pagar dinheiro, teve muita coisa que nos magoou, né, tivemos duas tentativas de extorsão, pedindo sua esposa vira aqui amanhã meia-noite, e ela deu o endereço e entregou para o chefe de polícia, o chefe de polícia, eles prenderam o indivíduo lá que queriam fazer essa extorsão com a gente, olha, foi uma recuperação total no nosso objetivo, a gente saiu daqui pra conseguir dente, ir pra Bahia, ir pra Sorocaba, um menino foi visto aqui, ali a gente ia, então pensou naquele momento o Marco seria visto no ônibus e foi para Campos do Jordão, dormiu lá, então deixou um bilhete dizendo, olha, muito obrigado, quando as pessoas acordaram, naquela manhã, a sede do grupo escoteiro encontrou um bilhete assinado Marcus Aurelius, esse grupo incendiou e não tinham mais bilhete, até hoje, não há provas de que Marcus Aurelius tenha morrido, eu fico muito triste quando eu vejo notícias e pessoas que culpam o Juan, até dizendo que o Juan poderia ser pedófilo, então tudo surgiu, né, que o Juan planejou o desaparecimento com o Marcus Aurelius, que houve um complô, nós ouvimos de [Música] tudo, quando ele tinha 36 anos, houve uma bomba em Piquete, que é uma história que envolve a família do Sr. Afonso, isso reabriu as investigações, as suspeitas ganharam força após a disseminação de uma mensagem de áudio nas redes sociais, um homem até então desconhecido, narra em detalhes o que poderia ter acontecido com Marco Aurélio, a filha de Afonso faleceu há três dias e antes de falecer Ela disse a verdade no hospital, ela disse que no dia em que Marco Aurélio chegou lá pedindo socorro à noite e ela tinha um irmão que não conseguia ajustar a cabeça, né, ela disse que o homem João que era o irmão dele pegou uma espingarda Afonso matou Marco orelho após um tempo eles o encontraram pendurado no meio da mata gid muito desesperado no tempo ele o enterrou em um quarto dele na terra e em um quarto onde ele dormia a prova era muito forte imaginem o homem morava lá enterrando ele debaixo da cama cobrindo com terra tampando ele seria desenterrar eu disse não eu vou lá eu quero ver hora de começar a escavação mais de 4 horas de trabalho vários carros de terra esses imagens mostram como os buracos que foram escavados na casa encontraram um pequeno pedaço de osso de frango e eu fui na casa de uma das irmãs, uma das filhas do Afonso, a Helena, disse que sabia da história, mas o que ela sabia era o que ela sabia, que ela nunca esteve com a irmã dela lá no hospital onde ela faleceu, mas ela percebeu essa história, que ela poderia ser viável, não tenho motivo para duvidar dela o zelador na época não pensou em nada, a busca não se concentrou na terra do Sr. Afonso porque a notícia que tínhamos era que Marco Aurélio desceria do ponto do acidente para pedir ajuda aqui na base, então nada foi feito aqui, nada foi feito até onde ele supostamente teria desaparecido, eu não conheço a família do St. Alfonso, eu só sei que depois que a gente chegou aqui Descobrimos que ele tinha um filho doente mental, mas esse João eu só vi uma vez aqui Meu nome é Márcia Maria Barbosa Silva sou filha do doura Marton sou moradora e proprietária da base do Pico dos Marins eu cresci minha infância eu passei aqui e eu costumava ficar muito na casa do Sr. Afonso a casinha da Dona Maria também, então ele tinha um filho que sempre teve problema de saúde mental porque ele era agressivo eu mesmo testemunhei em algumas oportunidades o Sr. Afonso trabalhando o João, né, ele tomava medicação controlada de vez em quando o Sr. Afonso fazia um espaço para ele do lado de fora, eu me lembro de uma ligação quando o João desapareceu em 89, eu costumava ir na casa do Sr. Afonso, eu lembro que a Dona Maria era muito chorosa, sabe, muito preocupada, triste quando ela lutava ou assim quando ela ficava nervosa, tudo que ela ia sair, ela saía para caminhar, não sei se ela saía para caminhar ou aparecia, não sei, todo mundo conhece em Piquete, então quem é o João, o filho da Dona Maria Aurélia, desapareceu em 85 e o João em 89, ainda há uma segunda hipótese levantada pela filha do Sr. Afonso, Dona Helena, então Dona Helena, ela nos contatou pedindo se a gente permitia que ela morasse aqui, mas no intervalo ela ficou morando conosco, ela começou a cavar o local, um lugar subterrâneo nosso que não sabíamos, ela sempre falava que tinha visões que o irmão dela, que tinha alguém enterrado lá, então ela falava que era o irmão dela, a mulher não encontrou nada, nada, mas a mulher acreditava que o Afonso dela poderia ter feito, o pai da mulher meu irmão desapareceu ninguém sabe onde meu pai não gostou, não entendi Don meu pai ficou muito bravo com ele sabe que tudo pode ter acontecido lá talvez o filho do Sr. Afonso tenha matado o Marcus Aurelius, talvez o Sr. Afonso tenha matado o filho Aé enterrado um ao lado do outro o filho morto para não ser incomodado porque tudo isso só não temos rastros hoje, se isso aconteceu fica muito mais difícil de provar, porque o mato tomou conta desse iso, qualquer tipo de contaminação, se algum rastro fosse encontrado, drones inteligentes escaneiam toda a área e mostram pelo menos cinco pontos que seriam tumbas com ossos, mas chegar ao local, escavar e coletar o material encontrado é um trabalho complexo e minucioso para cada pedaço de terra ou rocha que os especialistas Guardam A esperança aumenta, recolhemos amostras de terra que possam ter vestígios de DNA, coisas, são coisas humanas, genéticas e isso vai ser analisado no nosso laboratório ainda em processo de futuro, mais junto com a escavação, não preciso procurar um filho morto, porque se ele morreu nesse momento, onde eu vou encontrá-lo, não tenho prova, Sim ou não, então prefiro continuar procurando ele vivo é difícil e [Música] fe Vejo minha mãe, até onde eu lembro, ela achava que o Marco Aurélio ainda estava vivo, tudo, ela dava entrevistas até que um dia ela sentou muito e aí falou ah, chega, não aguento mais, mas a resposta que ela queria [Música] queria até hoje eu me sinto meu irmão vivo hoje eu tenho um pouco de estrutura D depois de tantos anos até tocar no assunto pra conversar mas ainda é difícil o que eu acho que eu acho que eu acho que eu acho que o Marcus Aurelius se viu sozinho na montanha naquele momento que ele se encontrou ele bateu a cabeça ou ele se assustou ele teve uma amnésia muito grande e daí ele andou, eu pensei em tanta coisa, tenho tantas teorias e hoje prefiro não falar sobre você é um homem forte, você se considera um homem forte, sim, de ouvir tantas falas, eu acredito que S muito forte, sim, 84 anos, ele é muito determinado, vendo essa idade a voz dele já está fraca, ele já anda mais devagar, mas ele é incansável, ele não para, ele é duro, ele é difícil, eu sinto muita pena do meu pai porque ele não descansa e ele precisa de respostas, né, a gente precisa, mas ele, mais do que ninguém, eu moro aqui há 54, 55 anos, a terra ainda está aqui, porque quem sabe um dia a campanha do anel, eu apareça e seja Marco orelho Pai [Música] chegou, eu voltei para casa do meu pai com a minha família depois de 20 anos que casei Quase em 2004 e agora em 2024 voltei com minhas filhas com dois gatos com meu marido a casa voltou a ficar viva de novo ficou alegre porque quando a gente era criança que sempre todo mundo junto fazendo as tarefas domésticas ou assistindo televisão o que fosse ou se arrumando para sair e com os amigos dentro de casa e agora voltou a bagunça de novo, ok, alegria [Música] a propriedade que eu tenho na vida é a minha família, meus filhos, a gênero, as filhas e os netos que moram comigo hoje aqui, essa é a minha propriedade, minha propriedade, não compartilho com [Música] ninguém [Música] uma das maiores heranças que eu tenho na minha história, essa pintura Que o pai disse, quando a vida do barco naufraga, lembre [Música] nós [Música] [Aplausos] [Música]

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