é tudo de bom
Podcast sobre: Marisa Monte - "Bem que se quis" (clipe Fantástico 1989)
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Em breve um acervo de revistas do século XX. (Saiba mais)
Temos 194 convidados e nenhum membro online

Segundo o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), os provedores de serviços digitais devem oferecer, de forma gratuita, mecanismos de supervisão parental acessíveis aos responsáveis. Com a criação do ECA Digital, a atuação da ANPD foi ampliada para regulamentar, orientar e fiscalizar aspectos dessa legislação.
“É possível prevenir o acesso a uma grande gama de conteúdos inapropriados, além de pactuar dentro de casa tempos de uso de tela. O amadurecimento de uma criança ou adolescente é um processo muito frágil e está cheio de riscos”, afirmou Miriam Wimmer, que é doutora em políticas de comunicação e cultura.
Para a diretora, deixar uma criança solta na internet equivale a deixar o filho andar sozinho em uma rua perigosa. “Não faz sentido que eu possa deixá-lo desacompanhado.” Ela considerou, no evento, que o ECA Digital traz passos importantes ao estabelecer responsabilidades para o Estado e para as empresas.
“O pilar que precisa realmente ser amadurecido é o de dentro de casa porque não adianta ter um ambiente ricamente protetivo se os responsáveis entregam celular na mão do filho de 7 anos para que faça o que bem entender”, disse.
A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) recordou que o ECA Digital é fruto de uma construção entre diferentes grupos sociais e espectros políticos com a finalidade de proteção desses grupos vulneráveis.
“O ambiente digital se presta à liberdade de expressão e ao acesso à informação. É um ambiente que a gente busca manter protetivo à privacidade, que não haja coleta excessiva de dados pessoais.”
Miriam Wimmer defendeu a escolha da ANPD como autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos no ambiente digital. Trata, por exemplo, de aferição etária dos jovens e dos mecanismos de supervisão parental. “Esses mecanismos têm que coexistir com a ideia de privacidade e proteção de dados, de não criar coleta excessiva de dados, que possa comprometer também outros direitos fundamentais”, reforçou.
Ela acrescentou que a legislação afirma que a mera autodeclaração não é um mecanismo válido para a definição de idade. Para ela, o fornecedor de serviços ou produtos deve ter mecanismos próprios de controle e possibilitar aos responsáveis maior acesso em redes sociais, por exemplo.
“Existe uma exigência de vinculação de contas de menores de 16 anos à conta dos responsáveis legais. Essa é uma abordagem muito interessante e distinta de alguns países que decidiram proibir, por exemplo, o uso de redes sociais por pessoas mais novas.”
A diretora apontou que o ECA Digital inovou ao coibir manipulações por parte de ofertas de serviços e produtos. Ela exemplifica que a ANPD define requisitos mínimos de segurança com relação a práticas manipulativas, uso excessivo problemático ou compulsivo. "Todas essas condutas são passíveis de serem sancionadas.”
Para ela, os temas que foram desdobrados pelo ECA Digital guardam proximidade com as questões presentes na Lei Geral de Proteção de Dados.
A diretora da ANPD contextualizou que a legislação brasileira não foi de proibição de acesso a redes sociais, mas de confiança de que é possível estabelecer pontos de controle para que a experiência dos jovens online seja apropriada.
Também no evento, a presidente do Conselho de Ação da Ação Brasileira para a Consciência Digital (ABCD), Cristina Carvalho Pinto, alertou que 40% das crianças e dos adolescentes brasileiros vêm passando por cyberbullying. Ela estima que haja 16 milhões de crianças vitimadas por essa violência.

Ao todo, a partir de mandados judiciais emitidos durante a operação de prevenção e repressão à violência contra a mulher, foram realizadas:
No período de pouco mais de quatro meses, a Região Sul concentrou o maior percentual de prisões de agressores de mulheres (36%). A Região Centro-Oeste é a segunda, com 26% das prisões, seguida pelo Sudeste (18%), Nordeste (15%) e Norte (4%).
Nas diligências realizadas durante as ocorrências, o Sudeste concentrou o maior percentual de vítimas atendidas (33%).
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mobilizou, no total, 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação.
O ministério aponta que, no período, as ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros.
A mobilização nacional teve início em 1º de junho, voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e do feminicídio.
A operação reúne ações de prevenção, proteção às vítimas, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas, visitas preventivas, responsabilização dos autores de violência com o cumprimento de mandados e prisões em flagrante dos agressores, especialmente nos casos que apresentam risco de escalada para formas mais graves de violência contra a mulher.
A ação tem caráter permanente e integra as forças de segurança estaduais e federais.
A operação também tem caráter social e educativo, com ações de prevenção, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas e visitas preventivas.
A expectativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública é que, até o fim do ano, 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas.
Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência desse crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial:

Em nota, o Ministério da Igualdade Racial destacou que a ialorixá dedicou mais de sete décadas de vida à preservação dos saberes do candomblé e de suas tradições, sendo reconhecida também por acolher pessoas em sua comunidade.
Notícias relacionadas:
“Seu legado está vivo na generosidade de seus ensinamentos, na comunidade que ajudou a fortalecer e na continuidade das tradições do candomblé.”
Representantes do Ilê Axe Omi Ewá reverenciaram a memória de Mãe Senhora de Ewá, ao afirmar que ela cumpriu seu matriarcado como ialorixá do terreiro, “deixando sua marca na história, na fé e na ancestralidade do nosso povo”.
Iniciada por Mãe Menininha e criada no tradicional Terreiro do Gantois, Mãe Senhora de Ewá deixa cinco filhos, netos, bisnetos, tataranetos e “muitos filhos espirituais”, de acordo com comunidades como o Ilê Axé Raíxes Obá Kossô Omi.
“Ultrapassar a marca do centenário mantendo viva a chama da tradição, a voz firme no barracão e a dedicação incansável ao seu axé é testemunho de uma vida inteiramente entregue ao sagrado e à preservação da cultura dos orixás.”

Nesta semana, Luena recebeu uma homenagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália. Ela e a pescadora Joana Rodrigues Mousinho, de 70 anos, foram as duas brasileiras escolhidas como Heroínas da FAO nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural.
“Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal. Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro”. disse.
Luena também preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e criou o Grupo de Trabalho Indígena Nacional, por meio do Plano Nacional da Pesca Artesanal.
A outra brasileira homenageada pela FAO foi a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho. Ela foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores e uma das pioneiras no país a ter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Ela atua há mais de 60 anos na pesca artesanal no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma (PE).
Joana foi uma das fundadoras da Articulação Nacional das Pescadoras, movimento que contribuiu para ampliar a visibilidade e os direitos das mulheres trabalhadoras da pesca artesanal no Brasil. Em 2024, ela recebeu o Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, na categoria Pesca Artesanal em Águas Marinhas.

Na Venezuela, ele era marceneiro profissional, mas teve que vir para o Brasil por causa de um problema de saúde de sua esposa. E enquanto a oportunidade de emprego não aparece, eles vão vendendo artesanato.
Para buscar uma oportunidade melhor de vida no Brasil, na manhã deste sábado (17) eles participaram de uma ação que oferece cursos, apoio e vagas de emprego para refugiados e migrantes.
Chamada de Conexões que Transformam, o evento foi promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation, e ocorreu durante todo o dia na Aliança Brasil Cidadã, no centro da capital paulista.
Assim como Victor e Morelba, outros 136 migrantes e refugiados, de 23 países, se inscreveram para participar da atividade, com workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisões de currículos com tradução para o português, apoio a documentações e vagas de emprego.
“Estou buscando maneiras de empreender, de abrir uma microempresa”, disse Victor, que foi até o local para buscar ajuda com ideias e dicas sobre como ele poderia montar um negócio no Brasil.
“Aqui se encontra muito apoio ao imigrante, a imigrantes de todos os países do mundo. Essa é uma ideia muito boa e que poucos países têm”, acrescentou.
Em entrevista à Agência Brasil, a líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil, Maria Helena Santuche, informou que 70% dos refugiados e migrantes que participaram da ação promovida neste sábado estavam desempregados. E mais da metade deles têm o desejo de empreender no Brasil.
“A maior parte dessas pessoas quer empreender, mas elas não têm muita ideia ainda [em como fazer isso], porque justamente esse é um empreendedorismo por necessidade, não por oportunidade”, explicou.
“Um dos objetivos principais [da ação] é possibilitar que esses refugiados que estão no nosso país trabalhem ou façam as adequações necessárias da sua documentação e para que estejam com seus currículos preparados e atualizados”, ressaltou Flavio Simonato, diretor de Pessoas da Konecta Brasil.
“Estamos realizando palestras também sobre mercado de trabalho para orientar essas pessoas sobre como nosso mercado de trabalho funciona e como elas vão ter sucesso na busca de emprego e, lógico, trazendo também oportunidades de emprego. Além disso, conseguimos doações e vamos doar cestas básicas e brinquedos para as crianças”, disse.
Segundo Eliane Franco Figueiredo, co-fundadora do Grupo Mulheres do Brasil e líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes, os refugiados e migrantes que se inscreveram para a ação são principalmente da Venezuela, Congo e Haiti.
“A gente tem médicos aqui, por exemplo, que não podem exercer sua profissão aqui [no Brasil] porque a validação de diploma demora muito. Então, [nesse local] estamos fazendo todo esse tipo de ação para a empregabilidade e de capacitação para o trabalho”.
Segundo Vivian Holzhacker, associada de Soluções Duradouras do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), mais de um milhão de pessoas refugiadas ou em situação de necessidade de proteção internacional vivem no Brasil atualmente.
“Elas vêm de mais de 160 nacionalidades, mas as principais são Venezuela, Cuba e Haiti. E tem um número relevante, principalmente aqui em São Paulo, de pessoas que têm vindo, por exemplo, do Afeganistão, Irã, Síria e Palestina, devido aos conflitos dos últimos anos”, disse.
“Essas pessoas muitas vezes trazem muitas experiências. Muitos têm formação e muita experiência no seu país de origem, mas chegam aqui e precisam se reinventar”, disse à Agência Brasil.
Quando chegam ao Brasil, essas pessoas têm acesso garantido a políticas públicas como educação e saúde. Mas, segundo Vivian, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados por elas.
“O idioma é a primeira barreira para todas essas pessoas porque pouquíssimos países falam português. E, depois, existe uma urgência para trabalhar. Eles não têm uma rede de apoio, não têm moradia, então existem vários desafios. Muitas vezes as pessoas têm diploma de nível superior, mas acabam trabalhando no emprego que aparece, naquilo que elas conseguem [encontrar aqui no Brasil]”.
Uma outra dificuldade encontrada por esses refugiados é com relação à documentação.
“A pessoa que sai do seu país com urgência, fugindo de uma perseguição ou de uma guerra, nem sempre tem tempo de se organizar, de organizar todos os seus documentos ou de traduzir esses documentos. Esse também é um grande desafio”, destacou.
Por isso, reforçou Vivian, ações como essa que estão sendo realizadas em São Paulo são importantes para ajudar na empregabilidade desses refugiados.
“Aqui elas podem melhorar o seu currículo ou adequá-lo ao formato que é exigido aqui no Brasil. Elas também podem fazer entrevistas e ter acesso a empregos. E também podem fazer algumas capacitações ou aprender algumas ferramentas que possam ser importantes para elas acessarem o mercado de trabalho ou serem empreendedoras”.
Os migrantes ou refugiados que vivem no Brasil e que não conseguiram participar da ação de empregabilidade neste sábado em São Paulo podem buscar outras formas de se colocar no mercado de trabalho.
A Acnur, por exemplo, disponibiliza a plataforma Help para ajudar a essas pessoas a atualizarem sua documentação ou buscarem informações sobre trabalho e renda.
“Nessa plataforma elas podem fazer uma seleção por estado e município e ver quais são as organizações que podem atendê-la”, explicou Vivian.
Outra possibilidade é procurar a Aliança Brasil Cidadã, onde são oferecidos cursos de capacitação.
“Nós temos um Instagram bem robusto e os próprios migrantes refugiados trocam informações por lá”, sugeriu Sidnea Evangelista, vice-presidente da Aliança Brasil Cidadã.
“E aqui nós temos cursos abertos o ano todo como de informática, inteligência artificial e manicure. Eles podem se inscrever gratuitamente para fazer esses cursos”.
Também é possível buscar informações por meio das redes sociais do Grupo Mulheres do Brasil ou pelo e-mail [email protected] ou por meio das redes sociais da Konecta Brasil.
Sete municípios cearenses, além da capital Fortaleza, recebem a partir desta quarta-feira a programação da 10ª Bienal Internacional de Dança do Ceará - De Par em Par. São 44 atrações de vários estados do país e grupos convidados da França e da Bélgica, que farão 65 apresentações artísticas pelos palcos do Ceará até 1º de novembro.

Além dos espetáculos estão previstas oficinas, seminários, exposições, residências e videocasts, compondo um rico intercâmbio de criação e formação entre os artistas participantes e as cidades por onde a Bienal vai circular.
As primeiras cidades a receberem os espetáculos são Juazeiro do Norte e Crato, localizadas na região do Cariri. O Teatro do Banco do Nordeste, que fica em Juazeiro, recebe nesta quarta e quinta-feira dois grupos cearenses de dança com os espetáculos “Água Viva” e “Floresta de Pedras”.
Já o Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo, no Crato, terá grupos do Ceará, do Rio de Janeiro, de Goiás e de São Paulo, se apresentando até o próximo sábado. O público da cidade recebe ainda um presente adicional, um concerto do projeto Ceará Sinfônico com apresentação da Orquestra, do Coral e do Grupo de Sopros e Percussão da Universidade Federal do Cariri, além do grupo Kariri Sax e da Orquestra Vila da Música.
Em Fortaleza, a abertura oficial da Bienal será na próxima sexta-feira, no Cineteatro São Luiz, a partir das 19h, com dois espetáculos. A São Paulo Companhia de Dança leva para o palco “Giselle - Ato II” e a Cisne Negro Cia. de Dança apresenta “Cisne em Movimento”, que traz um recorte de quatro trabalhos coreográficos do grupo. Há também apresentações em outros espaços como o Teatro José de Alencar e o Teatro do Dragão do Mar. Em paralelo, Paracuru, que fica na região metropolitana da capital, também recebe a programação na sexta e no sábado, com os grupos se apresentando em espaços ao ar livre, na Praça da Matriz.
Entre 26 e 31 de outubro a programação da Bienal passa ainda por mais quatro cidades: Pacatuba, Aracati, Baturité e Guaramiranga.
Na página oficial do evento, bienaldedanca.com, é possível consultar o calendário de cada dia.
2:46
Neste domingo, dia 18 de outubro, perdemos o amigo Benito di Paula, músico que vai deixar saudade. Em suas músicas, em prosa e verso, as mulheres foram sempre colocadas em primeiro lugar. E para homenageá-lo, o Viva Maria conversa com o produtor multimídia Ruy Godinho, autor de uma série muito interessante, chamada "Então foi assim?", que é composta por três volumes, com curiosidades da criação musical e as histórias que inspiraram canções como "Maria Maria", por exemplo. Rui Godinho fala desse projeto.

“Ei, Mara Régia, é sempre um prazer muito grande estar do seu lado e deixar respingar em mim a sua luz, a sua nobreza, o seu talento, as suas vibrações e a sua simpatia. Na verdade, a série de livros "Então foi assim?" conta com quatro volumes sequenciais e um volume dedicado exclusivamente à música dos compositores amapaenses e que estão disponíveis no site entaofoiassim.com.br.
Ele também fala da grande perda que foi a partida de Benito di Paula.
“Quero lamentar a partida deste importante músico e compositor carioca, que nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1941, e faleceu agora no dia 18 de outubro de 2026 em São Paulo. O Benito deixou um legado maravilhoso de sambas memoráveis que tinham diferenciais que o tornaram único no cenário musical brasileiro. Porque, primeiro, ele tornou o piano o protagonista de sua arte. Enquanto o samba tradicional usa como referência o violão de 7 cordas, o cavaquinho e a percussão, Benito trouxe o piano para o centro do arranjo. Ele tocava o instrumento com batidas percussivas e sincopadas muito marcantes. Ele criou um gênero novo, na verdade, que a crítica e a imprensa apelidaram de "samba-jóia", que tinha como alicerce o samba romântico. Outro diferencial era a interpretação vocal apaixonada, expressiva e romântica, que misturava o lírico da boemia e das casas da noite com o ritmo solto do morro”.
Benito di Paula foi campeão de vendas de discos e também fez carreira internacional com shows na Europa, na América Latina e até no Japão. E, dentre seus maiores sucessos, constam as inesquecíveis "Retalhos de Cetim", "Charles Brown", "Mulher Brasileira", "Ah! Como eu amei". Ruy Godinho destaca que Benito di Paula foi precursor do samba romântico, do pagode romântico, fenômeno dos anos de 1990
“Raça Negra, Só Pra Contrariar, Katinguelê beberam nessa fonte ao adotarem a temática amorosa aliada a arranjos harmônicos mais suaves”.
O produtor musical salienta como as músicas de Benito subvertem a figuração das mulheres no samba e as homenageia.
9:45“As letras de samba sempre penalizavam as mulheres como a vilã, a maldosa, a vulgar, a ingrata, a da vida fácil, que faz o homem sofrer, etc. e etc. e etc. Quer dizer, muitos sambas falam mal da mulher, marginalizam a mulher. Aí o Benito veio e deu uma resposta definitiva, colocando a mulher brasileira em primeiro lugar. Olha que coisa linda!”
A gestão da nova unidade do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que vai funcionar no Palácio da Aclamação, em Salvador, anunciou que a sede física será aberta ao público no próximo dia 21 de novembro. 

A exposição inédita Nação Ilê, voltada para a história do primeiro bloco afro do Brasil, fundado na capital baiana em 1974, marca a inauguração, que acontecerá durante as celebrações da Semana da Consciência Negra.
Neste primeiro momento, será realizada a abertura da primeira etapa de requalificação e restauro do Palácio da Aclamação, composta por mil metros quadrados (m²) de área expositiva e de convivência. A mostra que celebra o Ilê vai ocupar 800 m², abrangendo o anexo histórico do palácio.
O CCBB Salvador contará com 10 mil metros quadrados, onde ainda serão entregues outras áreas expositivas, teatro, cinema, sala multiuso, áreas de convivência, restaurante, café e loja.
O restauro do prédio principal está em andamento, com estimativa de conclusão em 2028. Além disso, será construído um anexo contemporâneo previsto para terminar em 2031. Este é o primeiro Centro Cultural do Banco do Brasil no Nordeste.
1:37Retalhos de Cetim, Charlie Brown, Se Não For Amor e Mulher Brasileira. Esses são alguns dos grandes sucessos que marcaram a carreira do cantor, compositor e pianista Benito Di Paula, que faleceu nesse domingo, aos 84 anos.

O artista tratava um câncer de próstata há cerca de um ano.
Benito, cujo nome de batismo é Uday Vellozo, nasceu em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, e tornou-se um dos grandes nomes da música popular brasileira entre as décadas de 1970 e 1980, com um estilo que unia o samba ao romantismo, marcado pelo piano e pela voz inconfundível.
Benito se tornou um dos principais representantes do chamado samba-joia, vertente que conquistou grande popularidade no país e construiu uma trajetória de mais de cinco décadas.
Em 2025, Benito Di Paula foi enredo da escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo. A agremiação levou para a avenida referências à vida, à obra e à trajetória do artista, celebrando sua contribuição para a música brasileira.
Por meio de nota, o Ministério da Cultura lamentou a morte de Benito e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do músico. A nota destaca ainda que Benito Di Paula deixa uma contribuição à história do samba e da música popular brasileira, com uma obra marcada pela combinação de diferentes ritmos e linguagens musicais.
O corpo de Benito Di Paula será velado nesta terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo. A cerimônia será aberta ao público. O sepultamento está marcado para 17h, no Cemitério Morumby, em São Paulo, e será restrito aos familiares.
*Com informações da Agência Brasil
1:55Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
1:40“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)
Dom Mário Spaki comenta o Evangelho de Lucas 12,49-53
Os médicos Carbone e Margaritora comunicam os resultados dos exames histológicos e das análises realizadas no material retirado durante a
...Os médicos Carbone e Margaritora comunicam os resultados dos exames histológicos e das análises realizadas no material retirado durante a cirurgia a que o Pontífice foi submetido em 13 de outubro: confirmado que se tratava de um adenocarcinoma pulmonar e que a doença estava localizada

O levantamento ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do ensino fundamental 2 (6° ao 9° ano), nas cinco regiões do país. Segundo eles, tais mudanças devem contemplar:
Entre os temas abordados nas perguntas, estão o processo de aprendizagem, a atuação dos professores, educação profissional, uso de tecnologia, educação em tempo integral.
Dados do estudo indicam que a percepção dos estudantes entre 12 e 21 anos sobre a forma como os professores explicam os conteúdos está associada à avaliação que fazem da escola.
Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Entre aqueles que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%.
O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, afirma que os estudantes colocam as oportunidades de aprendizagem no topo de suas expectativas sobre o que é uma boa escola.
“É um dado que ajuda a reforçar onde deve estar a prioridade absoluta da política pública nos próximos anos: na aprendizagem.”
Segundo ele, o momento de eleições e o início de novos mandatos trazem oportunidade de revisão de estratégias e de repactuação de compromissos.
“[Nesse contexto], o país precisa acelerar muito o ritmo de crescimento dos indicadores de qualidade educacional.”
Ainda em relação aos professores, na etapa 2 do ensino fundamental, 78% avaliam que os professores estão motivados para dar aulas, enquanto no ensino médio esse número cai para 69%.
A ausência de professores parece ser um problema mais comum também no ensino médio, onde 66% concordam totalmente ou em parte que “há disciplinas que ficam um tempo sem ter professor”. No fundamental2, são 61% os que afirmam o mesmo.
Mais de 90% consideram importante ter a oportunidade de fazer um curso técnico ou profissionalizante durante essa etapa da educação.
O dado contrasta com o alcance atual da educação profissional e tecnológica: de acordo com o Censo Escolar 2025, cerca de 20% dos estudantes do ensino médio estão matriculados na educação profissional.
A tecnologia é percebida como presente na rotina escolar: 70% dos estudantes afirmam que os professores usam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana.
A inteligência artificial aparece entre as ferramentas: 71% dizem usar IA com frequência ou às vezes para estudar. Ao mesmo tempo, quase um em cada três estudantes discorda de que seus professores estejam bem preparados para usar tecnologia em sala de aula.
Entre os estudantes que estudam em tempo integral, 74% avaliam a escola como boa ou ótima, ante 68% dos estudantes do ensino regular. A diferença aparece nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Entre os benefícios estão mais tempo para aprender, participação em atividades esportivas, artísticas e culturais, preparação para o futuro e mais tempo de estudo para vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.
Entre os estudantes do ensino médio que afirmam que não estão no tempo integral, 20% dizem trabalhar ou exercer atividade para garantir remuneração.
Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, a pesquisa revela que os estudantes têm consciência sobre o que é importante para a escola.
Quando a aprendizagem aparece como prioridade e a formação técnica, a tecnologia, o tempo integral e a possibilidade de escolha ganham relevância, há um recado claro para as políticas públicas, de acordo com a especialista.
“Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas e garantir condições para que cada estudante e futuro profissional avance em sua trajetória com qualidade, equidade e perspectivas concretas para o futuro.”

O resultado está na Página do Participante, dentro do Sistema Revalida.
O participante que não se inscrever na 1ª Etapa do Revalida 2027/1 perderá automaticamente o direito à isenção da taxa de inscrição dessa etapa e nas próximas edições do exame.
As ocorrências relacionadas a problemas logísticos durante a aplicação das provas ou a doenças infectocontagiosas devem estar entre as previstas no edital do exame.
O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.

O Cartão de Confirmação de Inscrição do Celpe-Bras reúne as informações de cada candidato e está disponível na área restrita da Página do Participante. É necessário ter a senha da plataforma Gov.br.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é o responsável pelo processo. O exame terá parte oral e escrita.
Nos dias do exame, o participante deverá comparecer ao local de provas com antecedência mínima de 30 minutos.
O exame considera aspectos textuais e discursivos, incluindo contexto, propósito e interlocutores envolvidos na interação.
A parte escrita da prova tem duração de três horas e é composta por quatro tarefas de produção textual que abrangem mais de um componente ou habilidade de uso da língua portuguesa.
Já a parte oral precisa fazer uma interação presencial, face a face, entre o participante, o avaliador-interlocutor e o avaliador-observador, com duração de 20 minutos.
A proficiência é avaliada a partir do desempenho do participante nas duas partes. Os resultados de quem fez o exame no Brasil serão divulgados em 15 de dezembro.
No exterior, no país indicado no ato de inscrição, de acordo com o edital, os candidatos terão as provas aplicadas (partes escrita e oral) nos dias 24 a 27 de novembro, em postos estrangeiros previamente autorizados pelo Inep.
A divulgação desses resultados está prevista para 15 de janeiro de 2027.
Criado em 1994, o Celpe-Bras é o único certificado de proficiência em português como língua estrangeira oficialmente reconhecido pelo governo brasileiro.
O exame é aceito em universidades para ingresso em cursos de graduação e em programas de pós-graduação e, também, por empresas brasileiras.
É ainda admitido em processos de validação de diplomas de profissionais estrangeiros que pretendem trabalhar no país.

O repasse será feito até 26 de outubro, de forma escalonada, de acordo com o mês de nascimento dos estudantes.
Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA), que são beneficiários do programa, também recebem a parcela de aprovação no segundo semestre do ciclo da EJA.
Também poderão ser pagas parcelas de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.
O Pé-de-Meia é o programa de incentivo financeiro-educacional na modalidade de poupança, criado e coordenado pelo Ministério da Educação (MEC). A iniciativa é voltada à permanência escolar e conclusão dos estudos por alunos matriculados no ensino médio público.
Confira o calendário de pagamentos da parcela do incentivo frequência aos estudantes que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia:
A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.
Em 2026, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses.
Também é preciso que a renda familiar seja de até meio salário mínimo por pessoa, ou seja, até R$ 810,50, em 2026.
Além disso, os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA).
O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em pelo menos 80% nas aulas.
Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos.
Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, poderá receber os recursos bloqueados.
No ensino médio regular, os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, no valor de R$ 200. Já no ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA), são até quatro parcelas por semestre, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, cada uma delas de R$ 225.
O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1 mil no fim de cada ano letivo do ensino médio regular concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio.
Considerando todas as parcelas de incentivo matrícula e frequência, somados aos depósitos anuais de aprovação no ano letivo e o adicional único de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os concluintes do ensino médio, os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página do Pé-de-Meia.
Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

Pela primeira vez, o exame nacional contou com inscrição automática para estudantes concluintes do ensino médio na rede pública com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.
A prova de língua estrangeira conta com cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.
Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.
O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.
Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato também deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.
O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.
Os dados fornecidos não podem ser alterados.
Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.
O primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.
Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem.
“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.
A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.
“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado.
Entre as perguntas estão:
A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população.
"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo.
As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.
“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.
Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.
“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.
Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.
“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”.
“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.
A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.
“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.
“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.
O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento.
Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.
As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica.

São esperados mais de 900 mil estudantes para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que está em sua 21ª edição. Eles foram classificados entre os 18,3 milhões de alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio que participaram da primeira fase, em 9 de junho.
O resultado será conhecido em 15 de dezembro, e a olimpíada vai distribuir 8.450 medalhas nacionais, sendo 650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze, além de 51 mil certificados de menção honrosa.
Segundo o Impa, os medalhistas nacionais da Obmep terão acesso ao Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.), com aulas avançadas de matemática e bolsa mensal de R$ 300, concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Além do Impa, a Obmep é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério da Educação (MEC).
No caso dos docentes, o Impa aplicará a primeira Olimpíada de Professores da Obmep Mirim. Podem participar profissionais com matrícula ativa que lecionam do 1º ao 5º ano do ensino fundamental em escolas públicas e privadas.
Serão distribuídas 25 medalhas de ouro, 50 de prata, 100 de bronze e 500 menções honrosas. Os premiados participarão de um curso de formação em matemática para professores do ensino fundamental I, oferecido pelo Impa.
No caso dos medalhistas de ouro, haverá ainda atividades presenciais no Rio de Janeiro, com despesas custeadas pelo Impa. Além disso, eles poderão submeter projetos pedagógicos para aplicação em sala de aula, com a possibilidade de receber uma bolsa de R$ 700, por quatro meses, para a implementação.
Segundo o Impa, a iniciativa busca fortalecer a formação em matemática e valorizar o trabalho dos docentes que atuam nos anos iniciais da educação básica.
O instituto conta com apoio acadêmico da Associação Nacional dos Professores de Matemática na Educação Básica (ANPMat).

A inscrição automática no Enem 2026 contemplou, pela primeira vez, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública em 2026, com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.
A prova de língua estrangeira possui cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.
Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.
O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.
Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato também deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.
O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.
Os dados fornecidos não podem ser alterados.
Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.
As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.
O primeiro dia do Enem terá duração de 5 horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.
No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão 5 horas para fazer as provas.
Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.
Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) irá receber o investimento de R$ 10 milhões para dar continuidade aos trabalhos de recuperação após o incêndio sofrido em 2018. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini.

A instituição passou por um grande incêndio e, desde então, está em obras para restaurar parte do acervo que foi perdido e reconstruir as estruturas danificadas. Entre 2023 e 2026, o MEC investiu outros cerca de R$ 68 milhões no museu.
"Não mediremos esforços para garantir que esse patrimônio nacional possa ser totalmente reconstruído", disse o ministro, ao visitar o museu.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o museu guardava o maior acervo de história de ciência natural da América Latina e funcionava como uma importante instituição de pesquisa científica, trabalho este que segue ativo com acadêmicos produzindo e divulgando conhecimento. Graças ao trabalho das equipes que se dedicaram ao Núcleo de Resgate de Acervos, inúmeras coleções puderam ser recuperadas, parcial ou inteiramente.
O incêndio ocorreu em setembro de 2018, ano em que a instituição completava 200 anos de história, e atingiu o Paço de São Cristóvão, espaço que abrigava a maior parte do acervo do museu, destruindo cerca de 85% dos 20 milhões de itens preservados no local.
Foram perdidos documentos, livros, coleções fósseis, mobiliários do primeiro reinado e peças herdadas da família imperial. Além dos itens, o fogo arruinou salas de aula, laboratórios, computadores e a fachada histórica do museu.

Podem participar dos cursos os professores do ensino fundamental e médio, além de gestores escolares de todas as etapas da educação básica.
A plataforma online reúne cursos e outras ações de formação desenvolvidas pelo MEC e por instituições parceiras.
Antes de realizar a inscrição em um dos cursos de formação, os interessados devem ler todas as informações e conferir carga horária, critérios de avaliação e conteúdo do curso na página da plataforma Avamec.
Para participar de um curso, basta entrar na página da formação e confirmar a inscrição, informando os dados solicitados.
O MEC explica que, se houver mais de uma turma com adesão aberta, será necessário selecionar uma delas para prosseguir sua inscrição.
A plataforma reúne ainda 694 cursos, 499 instituições e 13.501 turmas.
Dados do Censo Escolar da Educação Básica mostram que o Brasil tinha, em 2025, 2.407.049 de professores, o que representa um aumento de 10,05%, em uma década. Esses profissionais atuam nas 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil.
As mulheres continuam sendo maioria (78,8%) na docência da educação básica. Já o número de professores do sexo masculino passou de 435.965 para 510.660 no mesmo período, alta de 17,1%.
Os professores da educação básica e superior podem solicitar a Carteira Nacional Docente do Brasil. O documento tem validade de dez anos e reconhece a profissão. Com a carteira, os profissionais da educação têm acesso a benefícios como cartões de crédito com condições específicas para os docentes, descontos em hotéis e facilitação do uso da meia-entrada em eventos culturais (cinemas, teatros e shows). Também há descontos em lojas físicas e de e-commerce credenciadas.
Para solicitar a CNDB, os professores precisam estar com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular junto à Receita Federal e possuir cadastro ativo no e-Social pelo empregador.
O acesso deve ser feito pelo sistema oficial do MEC, com a senha da conta Gov.br.